SÍNDROME DO PONTO DE ÔNIBUS

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Você já parou para pensar que o nome da Empresa onde você trabalha acaba sendo como uma extensão de seu próprio nome; praticamente um novo sobrenome? Por exemplo:

Quando alguém pergunta:

– Qual João? Ah! O João, da Tigre; o Pedro da Volkswagen; a Maria da Petrobrás…

Veja que, nestes exemplos, o nome da Empresa ajuda a identificar o indivíduo. E isso acontece com muita frequência. Na prática, é como se o nome da empresa fosse o seu “sobrenome” profissional.

Então, não podemos deixar que falem mal de nosso “sobrenome”, não é mesmo?

Mas, você já percebeu que algumas pessoas falam mal da Empresa onde trabalham sempre que têm alguma oportunidade?

É um irresistível impulso de falar mal e é o que chamo de “Síndrome do Ponto de Ônibus”. Ou seja: O indivíduo não pode ver um ponto de ônibus, uma fila de banco ou qualquer aglomeração de pessoas e já desata a falar mal da organização onde trabalha.

Na verdade, isso é um tiro no próprio pé. Afinal, se você fala mal da Empresa onde trabalha, também o faz de seu “sobrenome profissional” e está desvalorizando o seu próprio currículo.

Claro, porque uma Empresa mal falada também faz mal aos currículos dos profissionais que nela trabalham.

Caso o profissional tenha alguma crítica a fazer, deve utilizar dos canais corretos e competentes. Que vá tratar diretamente com seu superior imediato ou com o departamento de R.H. da Organização; mas que não espalhe sua insatisfação aos quatro ventos.

Até porque estará, neste caso, prejudicando a si e aos demais colaboradores daquela Empresa.

Então, atenção! Não fale e nem deixem que falem mal de seu sobrenome profissional.

E se você é um gestor desta empresa tem, então, a obrigação de estar atento a qualquer movimentação nesse sentido. Ao perceber, mesmo que em burburinhos, qualquer situação que possa prejudicar a imagem da organização, o líder precisa agir com velocidade, serenidade e sabedoria, identificando a fonte de insatisfação e colocando-se à disposição para dirimir qualquer dúvida. Assim, não permitirá a expansão da maledicência e se posicionará de modo firme e adequado, com orientação pontual e segura.

Portanto, atenção! Não fale e nem deixem que falem mal de seu sobrenome profissional.

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Gerson Raul Persike – Comunicação & Mercado – Inteligência em Gestão – Treinamento & Desenvolvimento – Educação Corporativa

www.cmtreinamento.com.br / E-mail: comercial@cmtreinamento.com.br

Você poderá acessar o vídeo referente a este artigo através do link: https://youtu.be/kWbV7zECH-I

 

 

 

A COLA QUE COLA OS RELACIONAMENTOS

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Existe uma cola que cola todos os relacionamentos, sejam estes pessoais ou profissionais. E essa cola se chama CONFIANÇA!

Sim! Porque só há como se manter um relacionamento sadio com confiança mútua: Eu preciso confiar em você e você precisa confiar em mim.

Não há, contudo, como ter uma falsa confiança: Quando, repetidamente, alguém não cumpre o que promete está, na verdade, quebrando o vaso da confiança e, depois, para colar os cacos não é fácil. Além, claro, de sempre deixar marcas visíveis que nos lembram do que foi quebrado.

Pense, por exemplo, num profissional que se compromete com um resultado e não cumpre. E aí isso acontece uma, duas, três, diversas vezes… Qual a posição do colega de trabalho ou do líder nessa situação? Vão ficar, eternamente, aceitando isso? E como fica o resultado coletivo? A não obtenção de resultados profissionais individuais de forma constante prejudica o trabalho de toda a equipe, além de desmotivar os que atingem os seus resultados, pois, estes percebem que o outro não se compromete ou não faz acontecer e tudo fica por isso mesmo! Injusto, não?

O problema é esse: O profissional dizer que vai fazer e não faz! Pelo menos, não no resultado que se esperava dele!

E na vida pessoal? Como fica a situação de alguém (um amigo, um filho, um cônjuge) que, de forma repetida, quebra a confiança do outro? Que raio de relacionamento doentio é esse que se cria quando, repetidamente, se aceita a quebra de confiança? Nesse caso, o amor-próprio vai para o buraco! E isso é péssimo para a saúde mental e emocional de quem tolera essa situação.

Na esfera pessoal temos expectativas boas em relação às pessoas e essa é uma via de mão dupla, pois, os outros também esperam coisas boas de nós.

Quando só pensamos em nós e o outro que se dane estamos, na verdade, adotando o princípio do egoísmo moral, citado pelo filósofo Immanuel Kant, ou, ainda, seguindo a doutrina do hedonismo, onde o prazer pessoal está acima de tudo, inclusive dos amigos, da família ou de Deus.

E não é nada bom ficarmos próximos de egoístas morais ou de hedonistas, porque estes só pensarão neles e nunca contribuirão para a harmonia do todo.

Há um antigo provérbio árabe que diz o seguinte: “Se você me engana uma vez, que feio para você! Se você me engana duas vezes, que feio para mim!”

Muito sábio esse provérbio, porque ele deixa claro que devemos, sim, confiar nas pessoas, acreditar que estamos tratando com pessoas sérias, comprometidas com o que dizem, que cumpram na prática aquilo que prometem, que falam e fazem de acordo com o que foi tratado. Porém, se essa pessoa não cumpriu aquilo que havia prometido, nesse caso, você não tinha como saber, antecipadamente, como seria o caráter dela; não é culpa sua, então, ter sido enganado. Nesse caso, que feio para ela, que lhe ludibriou, enganou, criou uma expectativa que não aconteceu.

Vamos, agora, ver outra situação: Essa mesma pessoa que já havia lhe enganado anteriormente vem, novamente, com a mesma conversa, com o canto da sereia, com o faz-de-conta de lhe prometer algo que, a princípio, parece plausível e que pode ocorrer.

E, nessa situação, você de novo acaba cedendo, dando outra oportunidade e, outra vez, essa pessoa não cumpriu com o prometido.

Bem, nesse caso, que feio para você! Afinal, deixou-se ser enganado duas vezes pela mesma pessoa.

A questão não é darmos ou não mais oportunidades às pessoas. Pode, sim, ocorrer em função de uma série de razões, das pessoas não conseguirem nos atender naquilo em que haviam se comprometido.

Mas, a questão aqui é, mesmo sabendo que aquela pessoa não é confiável, competente, ética ou eficaz, ainda assim você ir dando oportunidades, chances, condições repetidas. Nesse caso, estará premiando a incompetência, a ineficácia ou, pior, o mau-caratismo.

Isso acaba ocorrendo com certa frequência nas empresas ou nos círculos sociais. Por exemplo: Aquele profissional que não se adapta em nenhum setor ou em nenhuma função, que fica sendo transferido de área em área, de cargo em cargo, para ver se “vai dar certo”. Claro que certa flexibilidade é saudável, mas, chega-se a um determinado ponto em que se deve tomar uma decisão mais direta.

Da mesma forma, nos círculos de amizade, sempre há aquele colega que acaba se aproximando com pedidos inapropriados e, depois, lhe deixa na mão, sem honrar o que havia combinado.

Na esfera afetiva, devemos avaliar se estamos sendo corretos com nossos filhos, cônjuges, pais e se estes, também, estão sendo corretos conosco, não quebrando o vaso da confiança.

Em todas essas situações vale o provérbio árabe: Se você me engana uma vez, que feio para você, mas, se você me engana duas vezes, então, que feio para mim!

Há outra forma de se dizer isso: Todos merecem uma segunda chance, mas, não uma terceira!

Não se pretende a perfeição em nós ou no outro, mas, o mínimo que se espera é verdade, respeito, boa vontade e ações positivas.

Faça uma reflexão e perceba quem, realmente, vale à pena estar ao seu lado, seja na empresa ou em seu círculo afetivo ou social.

Afinal, a cola que cola os relacionamentos se chama CONFIANÇA!

Uma semana de sucesso é o que vamos e merecemos ter!

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Você pode assistir o vídeo deste artigo no link: https://www.youtube.com/watch?v=bhSDB4V_kx0&t=6s

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Gerson Raul Persike é um especialista em atendimento, vendas, telesserviços e preparação de lideranças empresariais. Filósofo, pós-graduado em Gestão Estratégica de Empresas, mestrando em Comunicação, oficial R/2 da reserva do Exército Brasileiro e formado no Programa de Desenvolvimento de Dirigentes da Fundação Dom Cabral, aplica assessorias nas áreas de gestão de talentos, capacitação de lideranças e formação de equipes motivadas e produtivas. Empresário, é diretor-presidente da empresa “Comunicação & Mercado – Inteligência em Gestão – Treinamento & Desenvolvimento – Educação Corporativa”. Escritor, articulista, consultor e palestrante internacional. Efetua, também, cursos, treinamentos, palestras motivacionais, gestão e planejamentos comerciais e de atendimento para Organizações de sucesso no Brasil e exterior.

www.cmtreinamento.com.br – YouTube: GERSON PERSIKE